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DOENÇA RENAL NO HCM: MAIS DE MIL PACIENTES EM DIÁLISE E ESPERANÇA RENOVADA COM NOVA LEI DE TRANSPLANTES

Com apenas 18 máquinas para atender uma procura crescente, Hospital Central de Maputo deposita expectativas no novo quadro jurídico para reduzir listas de espera e salvar vidas.

O Hospital Central de Maputo (HCM) registou, ao longo do ano de 2025, um total de 1.153 pacientes submetidos a tratamento de hemodiálise, entre casos de doença renal crónica e aguda. O balanço, que contabiliza infelizmente 41 óbitos, revela a enorme pressão sobre o Serviço de Nefrologia da maior unidade sanitária do país.

Atualmente, 76 pessoas aguardam em lista de espera por uma vaga, um número que sofreu um aumento significativo face aos 46 pacientes registados anteriormente.

A Diretora do Serviço de Hemodiálise do HCM, Elsa Chissico, explicou que a instituição enfrenta limitações severas na capacidade de resposta, operando com apenas 18 máquinas de diálise. Segundo a médica, este número é insuficiente para a demanda actual, uma vez que a natureza do tratamento não permite a rotatividade imediata de pacientes, impossibilitando uma resposta integral a todos os que necessitam de assistência médica urgente.

No entanto, a aprovação e promulgação da nova Lei do Sistema Nacional de Saúde surge como uma “luz no fundo do túnel” para o sector. O novo regime jurídico introduz a possibilidade de doação, colheita e transplante de órgãos, tecidos e células em Moçambique, um passo que era aguardado há cerca de dez anos.

Para os especialistas, a transição da teoria para a prática desta lei permitirá que a saída de um paciente da hemodiálise através de um transplante, abra, finalmente, vagas para os que desesperam na lista de espera.

Relativamente às preocupações sobre o tráfico de órgãos, Elsa Chissico assegurou que o modelo a ser introduzido no país foca-se no dador vivo, geralmente familiares de primeiro grau, como pais ou filhos. A especialista sublinhou que se trata de procedimentos médicos altamente complexos, realizados apenas por profissionais treinados e em condições clínicas rigorosas, o que anula a hipótese de práticas ilícitas.

A efeméride do Dia Mundial do Rim, celebrada sob o “lema da saúde renal para todos”, serviu também para reforçar as medidas de prevenção.

Entre as causas principais da doença, a equipa médica aponta a exposição solar excessiva, desidratação, diabetes e hipertensão.

As recomendações passam por evitar a automedicação, especialmente de anti-inflamatórios, reduzir o consumo de álcool e tabaco, e garantir a ingestão de pelo menos dois litros de água por dia como forma de proteger o funcionamento dos rins.


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