Num movimento diplomático coordenado no domingo, os líderes da França, Alemanha e Espanha reiteraram o seu apoio estratégico aos aliados regionais, procurando conter as tensões da guerra dos EUA e Israel contra o Irão.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, após diálogo com o príncipe saudita Mohammed bin Salman, manifestou solidariedade e reforçou o apoio à defesa aérea da Arábia Saudita. Macron defendeu ser “mais essencial do que nunca” o estabelecimento de um moratório sobre infra-estruturas energéticas e civis, exigindo que o Irão restabeleça a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
O líder francês apelou ainda ao reforço da coordenação entre o G7 e o Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo.
Por sua vez, o Presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, alertou que o mundo se encontra num “ponto de viragem”, sublinhando que uma escalada maior pode deflagrar uma crise energética de longo prazo para toda a humanidade. No plano das alianças, o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, confirmou ter discutido a situação no Irão, Israel e Ucrânia com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em paralelo, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, revelou a união de mais de 20 países da aliança para garantir a navegação em Ormuz, região classificada em estado “crítico” pela UKMTO do Reino Unido.
No campo da mediação, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, liderou reuniões com as suas contrapartes do Irão e do Egipto, além de conversações com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.
Contudo, um diplomata do Catar confirmou à imprensa internacional que o país árabe não se envolverá nos esforços de mediação desta vez, focando os seus recursos na defesa nacional face à deterioração das relações pragmáticas com o regime persa.
Discover more from MIRAMAR NEWS
Subscribe to get the latest posts sent to your email.
