Os dois violentos sismos que atingiram a Venezuela deixaram um rasto de destruição e uma crise humanitária complexa em Caracas e arredores. Dados oficiais provisórios confirmam 235 mortos, 1 520 feridos e cerca de duas centenas de pessoas presas nos destroços.
Contudo, modelos preditivos do Serviço Geológico dos Estados Unidos indicam que o balanço final poderá superar os 10 000 óbitos, enquanto plataformas de monitorização já registam mais de 35 000 cidadãos desaparecidos.
O Estado costeiro de La Guaira foi declarado zona de catástrofe, enfrentando a destruição do principal aeroporto do país e saques pontuais devido à escassez de água e alimentos. A rede de serviços públicos colapsou na maioria das regiões afectadas, deixando hospitais sobrecarregados e várias cidades sem energia eléctrica ou comunicações, o que levou a ONU a apelar ao levantamento de restrições nas redes sociais para facilitar os resgates.
Perante a gravidade do cenário, gerou-se uma onda de solidariedade internacional, com garantias de apoio logístico e o envio de equipas de salvamento por parte dos Estados Unidos, da Rússia e das Nações Unidas.
No sector económico, o impacto foi reduzido, com as petrolíferas estrangeiras a confirmarem que as principais infraestruturas de crude e gás não sofreram danos e que as operações continuam activas.
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