O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, realizou uma visita de trabalho ao Instituto Superior de Transportes e Comunicações (ISUTC), onde apresentou aos estudantes de engenharia os três projectos estruturantes que deverão transformar o sector rodoviário nos próximos anos.
A iniciativa governamental visa envolver directamente académicos de diversas universidades do país nos processos de desenho, construção e fiscalização de obras públicas. Esta estratégia pretende não só consolidar o conhecimento prático dos futuros profissionais, mas também garantir maior rigor na avaliação da qualidade das infraestruturas e na aplicação dos recursos financeiros do Estado.
Durante a sua alocução, o governante sublinhou que Moçambique não pode continuar vulnerável ao impacto das chuvas e das intempéries naturais, que ciclicamente fustigam o território nacional. João Matlombe referiu que as recentes interrupções na Estrada Nacional Número Um (N1) demonstram a urgência de se discutir e implementar infraestruturas resilientes.
O ministro apontou os exemplos de Madagáscar e das Filipinas, nações que, embora convivam com fenómenos climáticos severos, optaram por soluções de engenharia robustas. O objectivo central desta abertura aos jovens é integrá-los no Programa Acelerado de Reabilitação e Construção de Estradas Nacionais, no Programa de Construção de Estradas Rurais e no projecto da estrada alternativa à EN1.
A visão estratégica do sector abrange igualmente o sistema ferroviário, que o ministro considera vital para a ligação entre o Sul e o Norte do país. Por ser um dos meios de transporte mais económicos à escala global, a ferrovia é vista como uma solução para reduzir os custos logísticos, que actualmente representam entre 30 a 40 por cento do valor total das operações.
A par das grandes obras, o governante anunciou que o Executivo vai introduzir, no segundo semestre deste ano, um sistema de transporte público escolar para o ensino secundário. O projecto-piloto terá início na Área Metropolitana de Maputo, prevendo-se a sua posterior expansão para as cidades da Beira e Nampula, com viaturas adquiridas especificamente para este fim.
Por seu turno, o Reitor do ISUTC, Fernando Leite Couto, exortou os estudantes a aproveitarem esta oportunidade única de formação e intervenção directa no desenvolvimento da nação. O reitor apelou a uma dedicação redobrada face à confiança depositada pelo Governo na academia, sublinhando a importância das formações suplementares que poderão surgir destes projectos.
Com esta parceria, espera-se que a nova geração de engenheiros moçambicanos assuma um papel preponderante na edificação de uma rede de transportes mais segura, eficiente e conectada.
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