O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) vai interditar, a partir deste domingo, qualquer tipo de actividade comercial informal nos arredores da Fortaleza de Maputo e da Praça 25 de Junho. A decisão fundamenta-se na urgência de avançar com um projecto de requalificação, ordenamento e preservação daquela moldura histórica da capital, considerada uma zona de elevado valor turístico, histórico e cultural.
Em depoimentos recolhidos pela Miramar, várias vendedeiras e utentes afirmaram terem sido pegos de surpresa, contudo manifestaram descontentamento pois a maior parte do comércio praticado na área assenta na compra e venda de marisco fresco, e a retirada forçada vai comprometer a subsistência das suas famílias. Segundo relatam, a comercialização destes produtos em mercados ou outros locais, significaria pagar mais e vender pouco.
Por outro lado, o vereador dos Mercados e Feiras, Alexandre Muianga, esclareceu que o pescado é um produto altamente perecível e que a venda informal no local é feita sem condições mínimas de higiene, sendo que muitas vendedoras guardam o marisco nas suas próprias residências, o que pode comprometer a saúde pública e a conversação ambiental. Desta forma, o processo de desocupação da via pública possui um carácter imperativo e inadiável por forma a repor ordem e segurança naquele local.
Como forma de mitigar o impacto social, o município identificou espaços com sistemas de refrigeração nos mercados Central, Janete e no Mercado do Povo onde serão realocadas as vendedeiras.
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