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Conferência de energias renováveis exige forte investimento privado para acelerar a transição em Moçambique 

Conferência empresarial em Maputo traçou metas para triplicar a capacidade eléctrica até 2032; estratégia nacional necessita de 18,6 mil milhões de dólares até 2030

A capital moçambicana acolheu a RENMOZ 2026 – 5.ª Conferência Empresarial Renováveis em Moçambique, um fórum estratégico que reuniu mais de 500 participantes de 18 nacionalidades para debater o futuro energético do país.  

Durante o evento, o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, defendeu que a industrialização, a geração de emprego e o acesso universal à energia dependem da capacidade de atrair capital privado para o sector das renováveis. Por seu turno, o diplomata alemão Ronald Münch, em representação da abordagem Team Europe, reforçou a urgência de converter o potencial teórico em projectos reais no terreno através de parcerias internacionais sólidas. 

Os dados estatísticos apresentados na 5.ª edição do relatório “Resumo: Renováveis em Moçambique” mostram avanços significativos, indicando que a taxa de electrificação nacional atingiu 66,4% no fecho de 2025, mantendo-se o horizonte de acesso universal fixado para 2030. As projecções sectoriais apontam para que a capacidade instalada no país mais do que triplique nos próximos anos, progrida de 2,9 GW em 2025 para cerca de 9,5 GW até 2032.  

Contudo, o financiamento continua a ser o principal estrangulamento: a Estratégia de Transição Energética estima uma necessidade de 18,6 mil milhões de dólares até 2030, sendo que, no histórico de investimentos entre 2013 e 2024, apenas 20% dos 755 milhões de dólares aplicados tiveram origem em entidades privadas. 

Para reverter este cenário e captar investidores, as empresas públicas apresentaram uma carteira de negócios robusta, onde Electricidade de Moçambique (EDM) colocou no mercado 16 projectos de geração e 11 de transmissão avaliados em mais de 4,6 mil milhões de dólares, enquanto a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) destacou a Nova Central Norte (1.245 MW) e um central solar de 400 MW, num portefólio que supera os 3,1 mil milhões de dólares.  

O certame, organizado pela AMER e pela ALER em parceria com o programa europeu GET.invest, ficou ainda marcado pela assinatura de acordos de financiamento à Source Energia, o anúncio de concursos para mini-redes rurais e a realização do Seminário Nacional de Biocombustíveis 2026. 


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