A Primeira-Ministra da República, Benvinda Levi, presidiu, na manhã desta sexta-feira, em Maputo, à cerimónia de graduação dos primeiros pilotos de drones e ao encerramento do Primeiro Projecto de Drones em Moçambique. O evento assinala a introdução oficial desta tecnologia no sistema de resposta nacional, com o objectivo de fazer face aos impactos dos eventos climáticos extremos que afectam ciclicamente o país.
Discursando em representação do Presidente da República, Daniel Chapo, a governante sublinhou que a utilização de aeronaves não tripuladas constitui uma solução inovadora para a monitoria em tempo real e o mapeamento de áreas inundadas ou de risco. A tecnologia vai permitir recolher dados precisos sobre rotas de evacuação e localizar vítimas em zonas isoladas, reduzindo significativamente o tempo de resposta das equipas de emergência e auxiliando o trabalho do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) e das autoridades de gestão de calamidades.
Durante a sua intervenção, a Primeira-Ministra expressou o apreço do Executivo aos parceiros internacionais, com destaque para o Banco Africano de Desenvolvimento e a Embaixada da Coreia do Sul, pelo apoio financeiro e técnico na criação de resiliência face às mudanças climáticas. Maria Levi apontou que esta aposta está alinhada com as metas globais da Agenda 2030 e com a iniciativa da Organização das Nações Unidas “Aviso Prévio para Todos”, que visa cobrir todo o planeta com sistemas de alerta antecipado.
Aos novos pilotos graduados, a chefe do Governo dirigiu uma mensagem de responsabilidade, instando-os a encararem as novas funções como uma missão de primeira linha na salvaguarda de vidas humanas. Benvinda Levi exortou o grupo a pautar pela disciplina rigorosa e pela conservação dos equipamentos de alta precisão, lembrando que a agilidade dos drones substitui, em poucos minutos, operações terrestres que outrora demorariam dias a ser executadas em cenários de desastre.

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