Algumas barracas do novo Mercado da Inhamízua, na cidade da Beira, deixaram de servir para a actividade comercial e foram convertidas em residências.
O Conselho Municipal da cidade da Beira disse à Miramar que a situação resulta da paralisação do mercado, associada à demora na decisão de um recurso submetido ao Tribunal Administrativo, em Maputo.
O Conselho Municipal da Beira afirma ainda que não pode forçar os vendedores a ocuparem o espaço enquanto aguarda pelo pronunciamento da instância judicial superior sobre o diferendo que opõe parte dos comerciantes à edilidade.
O caso remonta a 2021, quando o município decidiu retirar os vendedores que exerciam actividades nas bermas da Estrada Nacional Número Seis (EN6), alegando preocupações com a segurança rodoviária devido aos frequentes acidentes registados naquele troço.
Na sequência da medida, alguns vendedores aceitaram transferir-se para o novo mercado e investiram na construção das suas barracas. Outros, porém, contestaram a decisão e recorreram ao Tribunal Administrativo Provincial de Sofala.
A sentença foi favorável ao Conselho Municipal, mas os vendedores inconformados avançaram com recurso para uma instância superior do Tribunal Administrativo, em Maputo, onde o processo continua sem decisão.
Entretanto, a falta de movimento comercial no novo mercado levou muitos dos comerciantes que haviam aderido à transferência a regressarem às bermas da EN6, alegando fraca afluência de clientes.
Para evitar a perda dos investimentos realizados, alguns proprietários optaram por arrendar as barracas. Actualmente, cerca de 14 famílias residem no mercado, um espaço que apresenta sinais de abandono e que, em várias áreas, está tomado pela vegetação.

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