Mais de 175 mil pessoas foram evacuadas das suas zonas de residência devido aos intensos incêndios florestais que atingem o sudoeste da França e os arredores da capital espanhola, Madrid. As autoridades locais enfrentam momentos críticos para conter a progressão das chamas, agravada pelas condições meteorológicas adversas.
Na Espanha, cerca de 60 mil cidadãos foram desalojados ou colocados em confinamento na região de Madrid. A Presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, classificou a situação como o pior incêndio da história daquela área. Os bombeiros e forças militares desdobram-se no terreno para impedir a junção de dois grandes focos: um na região da capital, com cerca de seis mil hectares destruídos, e outro na província vizinha de Castela e Leão, que já consumiu nove mil hectares.
O Chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, alertou que o país e a Europa enfrentam um cenário dramático. Paralelemente, as autoridades policiais detiveram um indivíduo e investigam outro sob suspeita de fogo posto na região de Castela e Leão. O avanço das chamas chegou a afectar as instalações da agência espacial norte-americana (NASA) nos arredores de Madrid.
Na França, a situação permanece igualmente alarmante na região de Bordeaux, onde cerca de 141 mil pessoas, entre residentes e turistas, foram retiradas em plena época festiva. O Ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, confirmou a destruição de 22 mil hectares no sudoeste do país e garantiu o reforço dos meios para salvaguardar as zonas urbanas.
Dados do sistema europeu de informação sobre incêndios florestais apontam este ano como o segundo pior em termos de área devastada na União Europeia, quadro que especialistas associam ao agravamento das alterações climáticas e às secas extremas no continente.
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