O relógio diplomático está prestes a parar no Golfo Pérsico. Termina nesta segunda-feira, o prazo de 48 horas concedido pelo Presidente Donald Trump para que o Irão proceda à reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
Através de declarações contundentes durante o fim-de-semana, o mandatário norte-americano subiu o tom das ameaças, alertando para consequências devastadoras caso os aiatolás não cedam à pressão de Washington.
Trump chegou a designar a próxima terça-feira, 7 de abril, como o “Dia da Usina Eléctrica e o Dia da Ponte”, numa clara alusão a possíveis alvos estratégicos de bombardeamentos aéreos destinados a paralisar o território iraniano.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, em vigor desde Março como retaliação aos ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel, estrangulou a passagem de um quinto do petróleo mundial.
Esta obstrução provocou uma subida vertiginosa nos preços dos combustíveis e derivados, como o plástico, afectando directamente a inflação global. Enquanto as autoridades de Teerão tentam impor portagens à navegação comercial e restringem a passagem a navios seleccionados, a comunidade internacional move-se nos bastidores da diplomacia.
Esta semana, o Conselho de Segurança da ONU deverá votar uma resolução, proposta pelo Bahrein, para garantir a protecção da navegação na região, tentando evitar que a economia mundial continue a ser utilizada como moeda de troca num conflito que ameaça transbordar para uma guerra total.
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