A Marinha dos Estados Unidos foi forçada a uma reorganização táctica de emergência no teatro de operações do Médio Oriente. O USS Gerald R. Ford, o maior e mais caro porta-aviões do mundo, foi retirado da linha de frente da guerra com o Irão após uma sucessão de falhas técnicas comprometedoras.
O navio, avaliado em 13 mil milhões de dólares, encontra-se actualmente atracado na ilha de Creta para reparações urgentes. Entre os incidentes mais graves destaca-se um incêndio na lavandaria que inundou os alojamentos com fumaça e falhas constantes no sistema de esgotos e casas de banho, obrigando a tripulação a dormir em condições precárias e a transportar carga logística por helicóptero para outras embarcações.
Para colmatar a lacuna deixada pelo USS Ford, o Pentágono enviou o USS George H.W. Bush, que deverá chegar à região nos próximos dias.
Esta embarcação de 333 metros, movida por dois reactores nucleares, possui uma capacidade de transporte de 90 aeronaves e apresenta inovações de engenharia que reduzem a sua detecção por radar. Apesar de ser um modelo anterior ao Ford, o USS Bush é visto como uma plataforma mais fiável neste momento crítico.
O cenário de instabilidade ocorre numa altura de incerteza política, após o Presidente Donald Trump ter sinalizado, na noite da quinta-feira, a intenção de retirar as tropas americanas do conflito, o que poderá redefinir toda a estratégia militar dos Estados Unidos na região.
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