A onda de violência e o sentimento anti-imigrante na África do Sul estão a provocar uma forte reação negativa em todo o continente, com milhares de adeptos de futebol a virarem as costas à seleção sul-africana no Campeonato do Mundo de 2026. Em várias capitais africanas, os proprietários de espaços de exibição pública de jogos relatam uma quebra drástica na moldura humana durante as partidas dos Bafana Bafana, como reflexo da indignação colectiva face aos ataques contra cidadãos estrangeiros em solo sul-africano.
Em lugares como Lagos, na Nigéria, República Democrática do Congo, revelaram pouco fluxo de pessoas que compareceram para assistir ao jogo desta quinta-feira, entre a África do Sul e a Chéquia. Apesar do boicote generalizado, persistem algumas mensagens de tolerância no continente, ondem acreditam que: “Se um filho te ofende, não o deitas fora. Eles serão sempre família”.
A crise humanitária e diplomática ganhou escala nas últimas semanas, alimentada por discursos políticos locais antes das eleições de Novembro, forçando países como o Gana, Malawi, Nigéria e Moçambique a activar planos de repatriamento de urgência para salvaguardar a vida dos seus cidadãos.
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