As autoridades do leste da República Democrática do Congo intensificaram as triagens de saúde nos postos de controlo rodoviários e fronteiriços. A operação prioritária tem como foco principal os viajantes oriundos do suposto epicentro do surto de Ébola.
O alerta internacional subiu de tom devido ao facto de a estirpe Bundibugyo, responsável pelo actual surto, ainda não possuir uma vacina aprovada pelas entidades reguladoras, uma lacuna científica que aumenta os temores de uma propagação em larga escala.
A título de exemplo, no posto de controlo de Mudjipala, profissionais de saúde e equipas de fiscalização obrigam à lavagem das mãos e coordenam a medição de temperatura de todos os passageiros e motoristas. A fiscalização foca-se nos veículos que circularam pela rota estratégica que liga as regiões de Bunia e Mongbwalu.
Paralelamente às barreiras sanitárias, equipas de resposta rápida trabalham no terreno para identificar os contactos próximos de pessoas infectadas e garantir o isolamento imediato dos doentes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como uma emergência de saúde pública de importância internacional, após o vírus se espalhar por diversas províncias no leste do território congolês e alcançar o vizinho Uganda.
A agência das Nações Unidas avançou que a crise sanitária já está associada a mais de 900 casos suspeitos e causou mais de 170 mortes, emitindo um aviso de que os números podem registar um agravamento significativo nos próximos dias.
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