Os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC) estão a reforçar as medidas preventivas e a acelerar o desenvolvimento de vacinas, após o surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) ter alastrado a nações vizinhas. O anúncio foi feito pelo director-geral da organização, Jean Kaseya, numa altura em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a epidemia já provocou 220 mortes suspeitas em solo congolês.
A crise sanitária, declarada como emergência de saúde pública de interesse internacional a 17 de maio, está a causar elevada preocupação na região.
O primeiro alerta surgiu a 5 de maio na região de Ituri, mas os testes iniciais para a estirpe Zaire deram resultado negativo. Posteriormente, análises laboratoriais em Kinshasa confirmaram tratar-se da estirpe Bundibugyo, tendo sido validados casos positivos também no Uganda a 15 de maio.
Perante o cenário actual, Jean Kaseya sublinhou que este já é o segundo maior surto de Ébola registado no continente, logo a seguir à crise na África Ocidental. A resposta operacional enfrenta sérios desafios devido à escassez de financiamento e à ausência de vacinas ou medicamentos eficazes para esta variante específica.
Para travar a cadeia de transmissão comunitária, o África CDC activou os protocolos de resposta rápida baseados na experiência de surtos anteriores, focando as acções na contenção epidemiológica no terreno. Paralelamente, a instituição integra a equipa internacional que trabalha na aceleração de uma vacina viável.
A OMS e o África CDC advertem para o risco iminente de expansão geográfica da doença, identificando um corredor de 10 a 12 países em situação de vulnerabilidade, o que exige uma vigilância sanitária contínua e o reforço do apoio financeiro internacional.
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