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No início do século XV, a guerra entre Redenção e Valedo – comandados pelo duque Otoniel (Kadu Moliterno) e pelo conde Severo (Floriano Peixoto) – chega finalmente ao fim com um acordo de paz para unificá-los, criando o reino de Belaventura, no qual o primeiro deles é coroado rei após uma disputa de justa. Otoniel é pai do bondoso principe-herdeiro Enrico (Bernardo Velasco), da romântica Lizabeta (Adriana Birolli) e da amarga Carmona (Camila Rodrigues), que despreza o irmão por não ter sido escolhida como sucessora ao trono, mesmo sendo a mais velha, e está disposta a conquistar o posto. Os três são filhos de Vitoriana (Juliana Knust), que é envenenada durante o torneio e falece, caindo a culpa em Severo, que se vê obrigado a fugir por longos anos. É também na festividade que Enrico, aos dez anos, conhece Pietra (Rayanne Morais), plebeia por quem ele se apaixona e não consegue mais esquecer. Passados quinze anos, Pietra se tornou uma moça forte e bela, que foi criada pelo músico bêbado Biniek (Paulo Reis) depois que sua mãe, Lucy (Larissa Maciel), desapareceu, deixando-a sem respostas sobre quem é seu pai ou o que há dentro de uma misteriosa caixa que lhe aconselhou a esconder, a qual é entalhada com o brasão de um antigo e longínquo reino. No passado a camponesa havia sido acusada de bruxaria por mexer com ervas e curandeirismo, conseguindo fugir com sua filha de colo, mas sendo encontrada pelo maquiavélico Cedric (Giuseppe Oristânio) – conselheiro do rei e com sede de poder, que se une com quem lhe for mais conveniente – e levada novamente. Ele faz parte da Ordem Pura, um grupo inquisitor que promove a caça às bruxas.